QES – Queen Elizabeth's School

Fundação Denise Lester - Queen Elizabeth's School

"Look up, you always find a star in your life" - Margaret Denise Eileen Lester, O.B.E.

Discursos Comemorativos

“Em 1960 a Escola celebrou o seu 25º Aniversário embora as cerimónias só tivessem tido lugar em Abril de 1961. Sir David Eccles Ministro da Educação Britânica e o falecido Lord Salisbury e a sua esposa vieram especialmente a Portugal nesta ocasião. As crianças levaram à cena uma peça (agora ressuscitada!) <A Aliança vista pelo Homem da Rua>. Foram pronunciados discursos por Sir David Eccles, Sua Excelência Sr. Francisco Leite Pinto, Ministro da Educação Nacional, H. E. Sir Anthony Ross e Miss Lester. Foi dado um <cocktail> com mais de 400 convidados. O último grande jantar (40 pessoas) dado no antigo Aviz Hotel, foi da Queen Elizabeth’s School.”

in Queen Elizabeth’s School 1935-1973 a Comemorative Souvenir Brochure, 1973:25

 

Discurso proferido por Miss Denise Lester no 25º aniversário do Q.E.S. (1961)

Cerimónia comemorativa do 25º aniversário do QES

É sempre agradável celebrar um aniversário, e assim é, com a maior satisfação que dou as boas vindas a todos que aqui estão, para festejar o 25º ano de vida da Queen Elizabeth’s School.Também me é grato saber que entre tão distinta assistência se encontram amigos que me conheceram na Madeira, há mais de 30 anos, quando começou a germinar a semente desta escola.Se bem que muitos dos amigos que me ajudaram a começar esta obra aqui em Lisboa, já se não encontrem entre nós, vão para eles, da mesma maneira e com a mesma gratidão os meus agradecimentos mais sinceros que também quero expressar aos poucos «fiéis» que aqui se encontram. Todos vós encorajastes uma jovem estrangeira a realizar um ideal que ela acreditava ser útil às duas nações, que ela começara a amar em criança, já nos bancos da escola. Os anos passaram e ela aprendeu a conhecer e a admirar ainda mais as qualidades dos dois países, talvez com mais compreensão e simpatia pelas faltas de ambos. Seria impossível mencionar individualmente todos os inúmeros amigos e benfeitores, para os quais tenho dívidas de gratidão, que nunca poderei pagar – quer por generosos conselhos, quer por apoio moral, quer por empréstimos ou dádivas, quer pela confiança que em mim demonstraram em relação à minha obra, mas talvez me desculpais, se mencionar alguns: o Governo Português, quer por intermédio do Ministro da Educação Nacional, quer pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, que sempre me deram ajuda e apoio e atenderam favoravelmente todos os meus pedidos.

O Governo inglês, que também através dos mesmos Ministros e do British Council me prestou assistência financeira e sempre me encorajou. Os respetivos embaixadores portugueses e suas mulheres em Londres, e os embaixadores ingleses e especialmente as suas mulheres em Lisboa, pelo seu persistente interesse na Escola e nas suas atividades. E finalmente quero afirmar talvez os meus agradecimentos mais sinceros ao Professor Diogo Furtado e Senhora de Meleiro de Sousa, pelo seu constante e quase permanente cuidado com a minha saúde, o que me permite continuar com esta obra de que tanto gosto.

Os professores Ducla Soares e Lima Bastos e Dr. Nunes de Almeida, que durante tantos anos têm prestado a mim e ao meu corpo docente, assistência médica. Por último não quero deixar de manifestar os maiores agradecimentos ao meu Corpo Docente, sem cujo trabalho leal e cooperação, esta Escola não teria sobrevivido. Presto, pois, a um e a todos, os meus mais profundos agradecimentos.

Como muitos de vós sabeis, esta Escola começou na Rua Saraiva de Carvalho, com 6 alunos, na casa dos falecidos Fortunato e Sofia Abecassis e com o encorajamento do então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Armindo Monteiro. Daqui passou para a Travessa do Moinho de Vento e depois para a Rua da Quintinha, com a ajuda do falecido Lord Lloyd. Este edifício ainda hoje desperta em muitos de nós «saudades». Encontramo-nos agora neste moderno edifício devido à generosidade do Governo de Sua Majestade, firmas comerciais, amigos particulares e por fim ao amável empréstimo da Companhia Mundial. Nos últimos anos o número de alunos tem aumentado permanentemente, excetuando, evidentemente, as flutuações durante a guerra. Passaram pelas minhas mãos quase 2.000 crianças – 334 inglesas e de países aliados e as restantes portuguesas.

Foram apresentadas ao exame da 3ª classe, abolido o ano passado, 623 crianças e 567 passaram no exame de admissão. Hoje todas as escolas e faculdades de Lisboa têm ex-alunos da Queen Elizabeth’s School. Filhos de antigos alunos frequentam agora esta escola e aprenderão, assim confio, a ter bom sucesso nos seus estudos, como seus pais e continuarão a viver segundo o alto ideal por eles estabelecido e que de certa maneira nós, há muito, ajudámos a formar. Muitas pessoas têm-me pedido para continuar com o ensino secundário, pelo menos com o 1º ciclo dos liceus, devido à brusca mudança de ambiente que as nossas crianças sofrem ao passarem do ensino primário para o secundário. Mas tenho que repetir que isto imporia imediatamente uma mudança tão drástica na orientação desta Escola, que provocaria uma perda imediata do seu cunho pessoal e transformaria a Escola numa instituição, destruindo assim aquele espírito de camaradagem e amizade entre crianças e professores, que eu considero de importância fundamental, especialmente nas escolas primárias. Evidentemente que há sempre exceções e falhas, não só da parte dos professores, como dos alunos, mas felizmente posso dizer, por experiência própria, que têm sido poucas.

Miss Denise Lester e Prof. Doutor Marcelo Caetano

Nada me é mais grato do que ser saudada em qualquer lugar público por jovens entre os vinte e os trinta anos, que eu em geral não reconheço pelas caras, mas que ao ouvir o nome lembro imediatamente. Sinto-me imensamente encantada por eles me considerarem sua amiga enquanto conversamos e recordamos todos os pecadilhos da sua meninice. Contudo o trabalho da Escola é inútil sem ajuda e cooperação dos pais. Muitas pessoas discutem hoje delinquência infantil, um problema muito grave que se põe a todas as nações. Quase paradoxalmente esta questão surge mais nos países onde talvez o Estado se ocupou mais seriamente com problemas sociais e onde há um alto nível de vida, um desejo natural de dar a todos uma existência fácil, mais dinheiro, mais liberdades e menos responsabilidades. Não sou política, mas sim uma diretora duma Escola com longos anos de experiência com crianças, que tem discutido muitos problemas com adolescentes e pais e quanto mais vejo e oiço mais penso nas palavras que pronunciei na inauguração deste edifício, há 9 anos: «A vida não é só prazer e felicidade; os mais afortunados de nós sofrem revezes, por vezes mesmo choques e desgostos». Por isso as crianças precisam de aprender autodomínio, obediência e caridade, que os preparem para encarar os seus desgostos e desilusões infantis. Têm que encontrar dificuldades no trabalho e na brincadeira, porque todos estes dissabores aparecerão mais tarde na vida e elas têm que estar preparadas para os superar sem lágrimas e pedidos de ajuda ou afirmações de «tenho pouca sorte», «tudo é contra mim», «ninguém gosta de mim», «ninguém me ajuda», etc.…Os pais estão cansados de me ouvirem dizer: «por favor, não ponha explicador ao seu filho». Mas não é por causa do explicador que me queixo, mas pelas demasiadas facilidades dadas à criança. Estas precisam de saber que têm de superar dificuldades, têm que resolver por si os seus próprios problemas e não esperarem que tudo lhes seja aplanado e facilitado. Precisam de pensar e solucionar os seus problemas sem se julgarem imediatamente demasiado sobrecarregadas. Uma ajuda, uma palavra de encorajamento está certo. Mas para quê mais? Conheço pais que têm a paciência de copiar a letra dos filhos para lhes fazerem a cópia para «a pobre criança» poder brincar. Conheço «pobres criadas» que têm que fazer os problemas da 3ª e 4ª classe para que as meninas ou meninos possam brincar com as bonecas ou comboio. Conheço pais que compraram pontos preparatórios iguais aos da Escola para que os filhos tenham boas notas nos exames da escola, esquecendo que se estão enganando a si próprios e não aos professores e estão preparando ao mesmo tempo um grande desapontamento para os seus filhos no dia do verdadeiro exame. Insisto mais uma vez, que tudo isto é falsa bondade que as crianças mais tarde nem sequer agradecerão.

Cinemas, televisões, festas são ótimas coisas mas, repito que não estamos neste mundo só para nos divertirmos. A resposta virá imediatamente: «Mas os pobrezinhos estão na escola todo o dia e ainda têm trabalhos para fazer em casa». Quanto a mim, direi: «A única maneira que um professor tem de saber se os alunos perceberam a lição é pelo trabalho produzido pela própria criança sozinha». O programa é difícil, concordo. As crianças não percebem tudo aquilo que têm de aprender, sim, concordo. As crianças têm que papaguear muita coisa sem entenderem, concordo ainda. Mas as escolas não são responsáveis pelos programas estabelecidos e tanto quanto eu sei 567 crianças, como já disse, sobreviveram a tão terrível trabalho e nenhuma delas se mostrou demasiado infeliz e nenhuma sucumbiu por esforço excessivo. Exceto de vez em quando os professores.

O meu ideal durante todos estes anos tem sido produzir não cópias más de homens e mulheres ingleses, mas portugueses de espírito forte, leais, orgulhosos do seu país, da sua história, das suas tradições e consequentemente igualmente orgulhosos da sua aliança e amizade com a Inglaterra – uma amizade que apesar de ocasionais altos e baixos se tem mantido durante tantos séculos e cujas raízes estão tão fortemente entrelaçadas, que juntos estes dois países poderão enfrentar todas as tempestades que surjam no futuro.

Tenho também dado aos meus alunos uma sã formação religiosa, obrigando-os a lembrar os 10 mandamentos, reduzidos por Cristo a 2: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos – porque verdadeiramente creio, que se o Mundo pusesse em prática estes dois mandamentos os desentendimentos entre as nações desapareceriam e certamente duas tão grandes Nações como as nossas, que ajudaram no passado a levar o cristianismo a todo o Mundo não recuariam agora na batalha do bem e do mal – que cada dia se torna mais urgente e importante.

Confio em que todos aqueles que passam ou já passaram por esta Escola estejam preparados e prontos para representar o seu papel nessa luta, lembrando-se de que: «Eu só passo uma vez por este Mundo; por isso, não devo esquecer nem negligenciar todo o bem que posso fazer, pois não passarei outra vez por este caminho».

 

 

“Em 1970 a Escola celebrou o seu 35º Aniversário, dando um <cocktail>. Mais de 300 pessoas inglesas e portuguesas estiveram presentes. Sua Excelência David Muir Head, Embaixador Britânico respondeu ao discurso do Prof. Dr. Veiga Simão Ministro da Educação Nacional. Miss Lester falou com saudades dos 35 anos de trabalho pela Inglaterra e por Portugal. Sua Excelência o Prof. Dr. Marcello Caetano, Presidente do Conselho, honrou-nos com a sua presença mas como membro da Fundação Denise Lester e, o seu discurso foi curto mas muito apreciado.”

in Queen Elizabeth’s School 1935-1973 a Comemorative Souvenir Brochure, 1973:25

Discurso proferido por Miss Denise Lester no 35º aniversário do Q.E.S. (1970)

Conforme o famoso escritor Eça de Queiroz escreveu, «Todas as pessoas devem saber e falar bem a sua própria língua, e patrioticamente mal as outras», por isso não lhes peço desculpa.

Quero que esta festa de hoje seja a minha homenagem especial e de profunda gratidão a Portugal e Inglaterra, aos meus bons Amigos nos dois países, que com os seus encorajamentos e donativos ajudaram uma rapariga de 24 anos, e que é agora uma senhora com 61 anos, já um pouco cansada, a atingir os seus sonhos e ideais os quais sem essa ajuda e encorajamento tinham sido completamente impossíveis, especialmente quando pensamos nas numerosas pessoas que raramente têm a oportunidade de realizarem uma parte dos seus sonhos e muito menos os seus ideais.

Como criança, era bastante infeliz, então, uma amiga disse-me: «Olha para cima, que sempre encontrarás uma estrela na tua vida». Depois de exaustivamente e humanamente ter feito o possível e até o impossível tenho olhado sempre para cima e sempre encontrei a resposta. Pois na realidade ela tinha-me dito que era preciso ter «Fé», porque «Fé» é a resposta honesta, e, sempre que olho para cima digo «Ó Senhor por favor faz o que for melhor» e nunca me faltou com a Sua ajuda.

Que não sou uma mulher de negócios é o que dizem em quase toda a Lisboa; também é verdade que me têm chamado idealista irrealista, mas factos concretos ficam. Vim para Lisboa praticamente desconhecida e com a surpresa de todas as pessoas começou a funcionar uma Escola inglesa para seis crianças portuguesas com um empréstimo de Mil Escudos, e felizmente a Escola continua a funcionar presentemente com a frequência de 300 crianças. Era preciso dinheiro para construir uma escola nova, e o dinheiro apareceu. Fui submetida a diversas operações cirúrgicas tendo tido necessidade de adquirir seis pares de próteses, e com a ajuda principalmente dos Amigos tudo tenho conseguido e vencido.

Presentemente hoje, com a esperança em Deus e com o auxílio de vários Ministérios e de muitos Amigos vou-me lançar no meu próximo sonho – aulas e ginásio – necessário para todas as crianças da Escola. Passando revista ao Diário da Escola desde 1935 até hoje, vejo 35 anos de trabalho com crianças portuguesas e inglesas cujos anos, uns duros, outros mais suaves, com prazeres, alegrias e tristezas foram divididas por um grupo de pessoas, a que chamamos – Queen Elizabeth’s School. Muitas pessoas confundem o «Colégio Inglês» com o «Colégio de Miss Lester» mas tenho que afirmar que é erróneo.

O «Colégio dos Inglesinhos» é um seminário inglês existente há mais de 300 anos. Há muitas pessoas, como eu própria, que se lembram dos rapazes andarem na Baixa com as suas sotainas pretas e emblemas encarnados, e que só por comodidade ao «Queen Elizabeth’s School» é chamado «Colégio Inglês». Miss Lester, se Deus quiser, daqui a pouco desaparecerá ou pelo menos deixará de dirigir esta Escola, mas o Queen Elizabeth’s School persistirá na Fundação Denise Lester e a sua farda grenat continuará a ser vista por toda a Lisboa. A Fundação Denise Lester causou uma certa confusão em algumas pessoas, mas peço que Vossas Excelências se lembrem que eu cheguei quase desconhecida e tudo quanto tenho feito tem sido principalmente não só pela boa vontade e confiança dos pais que entregam os seus filhos aos meus cuidados como também pela boa compreensão das Autoridades Portuguesas e Inglesas. Não tenho ninguém dependente de mim, há cerca de oito anos fixou-se em mim a ideia de que morreria de repente e assim a minha ideia da Fundação.

Os estatutos da Fundação Denise Lester foram aceites pelos dois países Portugal e Inglaterra – é uma das poucas Fundações no Mundo, baseada na amizade e cultura de duas Nações. A tradição, o ensino moral  e a boa educação primária são os alicerces de tudo o resto. Tanto Portugal como a Inglaterra têm ganho com a Fundação Denise Lester e que se possa provar no futuro a utilidade para ambos os Países como o tem provado no passado. Consultando as minhas velhas agendas passei em revista os meus quarenta e três anos em Portugal, desde uma rapariga ingénua de 18 anos. Um país cujas tradições e história contam para mim tanto como as da Inglaterra, apesar de que nunca tive nem tenho a mínima intenção de mudar de passaporte! Tenho memórias umas alegres, outras tristes, Amigos que ainda hoje se encontram em frente de mim, outros já falecidos, que compreendem as minhas preocupações e colaboradores para os quais peço as suas valiosas ajudas e que estou certa não deixarão de aparecer.

Isto não é para acabar com uma nota triste, mas para lembrar os ex-alunos, alunos, professores, benfeitores e Amigos que fizeram parte de uma grande Família.

Não temos o direito de faltar aos jovens que têm confiança e contam connosco, pois tenho a certeza de que eles não nos faltarão no futuro, como cantam aqui no colégio:

Terra do nosso nascimento
Nossa Fé e nosso orgulho

Para quem os nossos antepassados morreram

À Mãe Pátria nós oferecemos
A nossa alma, cabeça e trabalho

Durante os anos do futuro.


Discurso proferido pelo Sr. Dr. Joaquim Pedro de Oliveira Martins no 70º aniversário do QES (2005)

Comemorar os 70 anos na vida do Queen Elizabeth’s School é um acto que se impõe pelo que representa de vontade, empenhamento e continuidade na prossecução dos fins que Miss Denise Lester talhou para este.

Na verdade, criado, solidificado e dimensionado o mesmo em termos de estabilidade e de promissor futuro, atenta a implementação que teve, foi ponderada por Denise Lester, aconselhada pelos seus amigos e decidido por ela a constituição de uma fundação que, com o seu nome, prosseguisse e garantisse a continuidade do Queen Elizabeth’s School para além da sua vida.

Assim foi e, para acautelar o futuro do Queen Elizabeth’s School, sem degradação dos seus fins e visando o estreitamento dos laços históricos, culturais e atlânticos entre portugueses e britânicos, fez consagrar nos Estatutos da Fundação não só o amor às suas Pátrias, Bandeiras e Hinos, como, também, o amor a Deus, ao Próximo e à Família, centrado na Fé e nas Virtudes das pessoas.

Foi dentro desse ideário e seu desejo que, nos Estatutos, foram estabelecidas ligações com o Estado Português e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, concretizadas em o Conselho de Administração ser constituído pela sua pessoa, como Presidente, por dois portugueses e dois britânicos, aqueles homologados pelo Governo Português e estes pelo Embaixador Britânico em Portugal; e o Conselho Fiscal ser constituído por três representantes, dois portugueses e um britânico, sendo aqueles do Ministro da Educação e do Ministro das Finanças do Governo Português e o outro do Embaixador Britânico em Portugal, ficando estabelecido que, uma vez falecida Miss Lester, o seu sucessor seria cooptado dentre um dos administradores.

Ocorrido aquele falecimento, de harmonia com o desejo dela, o Conselho de Administração elegeu seu Presidente o signatário.

Iniciou-se, deste modo, uma nova fase na vida da Fundação, na qual se têm mantido os fins dela e as tradições do Queen Elizabeth’s School, que continuaram a ser norteados por uma política de qualidade, de inovação e de adaptações necessárias no ensino ministrado, nas actividades àquele ligadas e nos serviços prestados, bem como nas instalações do Colégio e no seu equipamento.

Essa política continuou a ser assente na maior atenção, dedicação e trato com os alunos, no cumprimento das leis e directivas da tutela e de um bom relacionamento e colaboração recíproca, assim como com entidades estrangeiras e do sector do ensino particular e cooperativo e numa gestão financeira e administrativa eficiente e equilibrada, toda pautada na consideração de que a Fundação não tem outras receitas senão as que cobra directamente dos pais e encarregados de educação dos alunos, já que, embora beneficiando de isenções fiscais por ser uma entidade privada declarada de utilidade pública, não tem recebido quaisquer subsídios.

É, assim, que chegamos a estes 70 anos de existência do Queen Elizabeth’s School e da Fundação, superando dificuldades, transtornos e incompreensões com a protecção do Sagrado Coração de Jesus, a Quem a Fundadora consagrou o Colégio e a Quem agradecemos e pedimos suas bênçãos, pois que, todas elas, têm sido sempre largamente compensadas.

Entretanto, porque no alcançado muito se ficou a dever à confiança em nós depositada e à amizade, colaboração, dedicação, compreensão e estímulo dos pais, encarregados de educação, empregados, colaboradores, antigos alunos e amigos, queremos aqui saudá-los e agradecer-lhes.

Finalmente, queremos aqui expressar a todos os actuais alunos o nosso muito carinho e ternura e a nossa disponibilidade para tudo o que o Queen Elizabeth’s School de bem lhes possa proporcionar.

Discursos comemorativos proferidos na Festa do 75º aniversário da Queen Elizabeth’s School

 


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